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Espaço de Huayran

Huayran Ribeiro

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Observador Comunitário
June 30

Cinecomunitario apresenta / Wanderley Caramba

Este é o primeiro vídeo do Cinema Campinarte (Cinecomunitario) com o artista plástico Wanderley Caramba. Nesta primeira parte Caramba conta como foi o seu início nas artes plásticas. Fala também um pouco das suas origens e num rápido mergulho no passado conta causos interessantes envolvendo nomes não só da pintura como também do mundo do samba. Vale a pena dar uma conferida nessa entrevista com Wanderley Caramba, primeira parte.
 
Wanderley Caramba (segunda parte) Esta é a segunda parte da entrevista com o artista plástico e compositor Wanderley Caramba. Neste vídeo Caramba fala um pouco mais sobre uma de suas maiores paixões - A Escola de Samba Estácio de Sá. Fala também de outras emoções que só você assistindo para (tentar) entender a dinâmica de um dos mais versáteis artistas que se tem notícia.
 
June 26

Escreveu não leu, o pau comeu

O homem superior age antes de falar e depois fala de acordo com suas ações. Bem feito é melhor do que bem dito. Mais valem as boas ações do que as boas palavras. Um homem de muitas palavras e poucos atos é como um jardim cheio de ervas daninhas. Algumas pessoas fazem promessas pelo prazer de quebrá-las. Penso que é isso que dá mais prazer a certos políticos – quebrar as promessas feitas. Por isso que fazem tantas promessas, para ter mais e mais prazer. O curioso é que o povo acaba acreditando. As pessoas precisam aprender a duvidar daquilo que os políticos dizem tanto ou quanto precisam aprender acreditar naquilo que eles fazem. Quando isso acontecer, aí sim, poderemos ter algum tipo de esperança. Não se pode construir uma reputação na base do que ainda se vai fazer. O sujeito promete, promete, não faz nada e fica por isso mesmo. Em minha opinião o excesso de promessas diminui a confiança principalmente porque um mentiroso é sempre pródigo em juramentos. Palavras e atos são manifestações exteriores de pensamentos, mas a maioria dos políticos fala mais do que age. Político que mais promete é sempre aquele que menos cumpre isso é fato e fatos são mais poderosos do que argumentos. Precisamos de políticos lentos nas promessas e rápidos no desempenho. Precisamos de bons políticos. Um bom político é aquele que só promete o que pode cumprir. E cumpre mais do que prometeu. Promessa é dívida e palavras são palavras. A promessa mantida paga dividendos de respeito.
(Huayrãn Ribeiro)
June 25

Você decide!

“Viver cada dia como se fosse o último”. Essa expressão fascina muita gente. Até mesmo aquele sujeito prudente, cheio de ponderações e preocupações, daqueles que antes de tomar uma decisão, pesa mil prós e mil contras. Já fizeram muitas músicas em cima dessa expressão. Tem gente que leva tão a sério essas palavras que a cada dia vive mais e mais intensamente chegando a sair do território do bom senso e desembocando num mar de ansiedade, o que definitivamente não é bom. Pessoas que vivem cada dia como se fosse o último agem como se fossem morrer porque acreditam que há separação entre vida e morte. Porque consideram a morte como uma coisa separada da vida. Porque temem a morte. Ora, pode o fim, que é a morte, ser conhecido, enquanto vivemos? Se pudéssemos saber o que é a morte, enquanto vivemos, não teríamos mais problema algum. Temos medo porque não podemos conhecer o desconhecido que chamamos morte enquanto vivemos. Não podemos conhecer a morte enquanto vivemos, por isso temos medo da morte. O que na verdade isto significa é que temos medo de perder a vida. A nossa mente só teme aquilo que ela não conhece. Lutamos por estabelecer uma relação entre nós mesmos, que somos o resultado do conhecido, e o desconhecido, que chamamos morte. Vida e morte - por que separamos as duas coisas? Porque a nossa mente só pode funcionar na esfera do conhecido, na esfera do contínuo. No fundo, não queremos conhecer a vida que inclui a morte, só queremos saber como continuar a existir, sem nunca chegar ao fim (uma prova do quanto somos egoístas).
Só quando morremos cada dia para tudo que é velho, pode haver o novo. O novo não pode existir onde há continuidade, sendo o novo atividade criadora, o desconhecido, o eterno ou como quiser chamá-lo. Só findando, só morrendo, pode o novo tornar-se conhecido; e o homem que deseja achar uma relação entre a vida e a morte, estabelecer uma ponte entre o contínuo e o que ele pensa que existe além, está vivendo num mundo fictício, num mundo irreal, que é projeção de si próprio.
Reflita comigo, o que seria melhor? “Viver cada dia como se fosse o último”, ou “Viver cada dia como se fosse o primeiro”? Já tivemos uma idéia de como age mais ou menos uma pessoa que vive cada dia como se fosse o último, certo? Agora vamos ter mais ou menos uma idéia de como age uma pessoa que vive cada dia como se fosse o primeiro?
Uma pessoa que vive cada dia como se fosse o primeiro procura compreender o processo da sua maneira de pensar. Essa pessoa é criadora na acepção mais exata da palavra, é livre do passado, momento por momento, porque ela tem consciência que é o passando que vive assombrando o presente. Essa pessoa não vive apegada apenas, ao que aprendeu, às experiências de terceiros, ou o que foi dito por outros, por mais importantes que eles sejam. Essa pessoa para descobrir qualquer coisa nova, começa com seus próprios recursos, inicia sua jornada despojada de tudo, principalmente do saber. Porque é muito fácil, pelo saber e pela crença, ter experiências, mas essas experiências são meros produtos de auto-projeção e, por conseguinte, irreais, falsas. Essa pessoa sabe que se desejar descobrir por ela mesma o que é o novo, de nada servirá levar a carga do velho. Tem que morrer para o passado para que o novo possa entrar.
Uma pessoa que vive cada dia como se fosse o primeiro sabe que para descobrir a verdade, não há caminho algum. Tem que entrar no mar desconhecido – o que não é desanimador nem empresa aventurosa. Essa pessoa quando deseja algo novo, quando está investigando qualquer coisa, a sua mente está tranqüila. Porque só assim, com a mente quieta, com a mente tranqüila, morta para o velho, surgirá o novo, o desconhecido.
E agora, o que você prefere? “Viver cada dia como se fosse o último”, ou “Viver cada dia como se fosse o primeiro”?
Faça a sua escolha! Você decide!
(Texto / Huayrãn Ribeiro)
June 23

A violência é um bom negócio

Nunca ouvi falar tanto em Paz, nunca vi tantas passeatas pedindo Paz como nesses últimos tempos. Abraçam lagoas, enterram cruzes nas areias das praias e colocam faixas, cartazes, fazem manifesto, abaixo-assinados para as autoridades, promovem shows com artistas famosos, tudo em nome da Paz. Tudo para pedir Paz. Mas, pedir Paz a quem? Que é que seria capaz de restituir a Paz? Quem é que seria capaz de atender a essas reivindicações?
As pessoas oram a Deus, exigem das autoridades, publicam nos jornais, revistas, pedem, pedem e só pedem. Essas mesmas pessoas preferem ignorar um fato muito simples – só haverá Paz se nós praticarmos a Paz. Não adianta pedir Paz se não praticamos a Paz. É uma incoerência.
Em primeiro lugar é preciso que haja Paz interior - Aqueles que conservam a sua paz interior em meio ao tumulto da vida moderna estão imunizados contra as doenças nervosas. Sem paz interior é impossível haver paz no mundo.
Outra coisa muito importante é que o segredo de viver em paz com todos consiste na arte de compreender cada qual segundo sua individualidade. E não é isso que se vê por aí. Como poderemos viver em Paz se nossas práticas são de Guerra? Se eu peço Paz e minhas práticas, minhas atitudes são de Paz, evidentemente que o meu pedido será atendido. Se eu peço amor e minhas práticas, minhas atitudes são de amor, evidentemente que o meu pedido será atendido.
Eu trabalho com fatos. E baseado nos fatos esse é o caminho. O resto é palhaçada, hipocrisia, demagogia dessas “peças” que gostam de jogar para arquibancada, fazer média e aparecer nas manchetes como salvadores da pátria. A violência é um bom negócio. A violência dá muito lucro. Essas “peças” viveriam de quê se não fosse a violência?
(Huayrãn Ribeiro)
June 22

Fatos e mais fatos sobre os idosos

A realidade é que entre os [mais] de 580 milhões de idosos no mundo, 60% vivem em países em desenvolvimento. A melhoria nos serviços de saúde, no saneamento, nas moradias e nos hábitos alimentares possibilita que mais e mais pessoas nesses países cheguem à velhice.

Ao contrário do que muitos pensam, os idosos são de muita valia, pois prestam serviços pelos quais não são remunerados. Nos Estados Unidos, por exemplo, estima-se que dois milhões de crianças são cuidadas pelos avós e entre essas 1,2 milhão vive com os avós. Em outras palavras, os avós fornecem abrigo, alimento, educação e também transmitem valores culturais aos netos. Dessa forma tornam viável que os pais dessas crianças continuem no mercado de trabalho. Por outro lado, o que seria das organizações de voluntários no mundo industrializado se não fossem as contribuições feitas pelos idosos? Eles também exercem outra função imprescindível: cuidar dos familiares. Em alguns países em desenvolvimento 30% dos adultos são portadores de Aids. E quem cuida deles até a morte são os pais. E depois eles ainda têm de criar os netos órfãos.

Na maioria das vezes eles (os idosos) saem do mercado de trabalho não por causa da idade, mas devido à falta de aptidão técnica e de especialização. Outra razão também é o preconceito que existe contra os idosos.

Na verdade, muitos têm disposição e capacidade de continuar a trabalhar, mas não têm mais acesso a serviços remunerados. E quando há falta de empregos, ouvem-se comentários de que os idosos deveriam abdicar de empregos remunerados para dar chance aos mais novos que procuram colocação. Mas a questão é que, deixarem os idosos a força de trabalho, em si, não significa emprego para os mais novos. Um jovem desempregado às vezes não tem as qualificações para assumir o lugar do idoso. Funcionários antigos e com experiência garantem produtividade constante e estabilidade do quadro.

Ciente disso, a comunidade mundial deve encarar a população mais velha como uma fonte de conhecimento e de capacidade que pode ser aproveitada, observa a Organização Mundial da Saúde. “Os países . . . devem considerar a população idosa não como um problema, mas como uma solução potencial para os problemas”. E isto é um fato.

 
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